Mesmo contra um adversário que jogou praticamente todo o tempo com um jogador a menos, o Grêmio teve muita dificuldade em superar o El Nacional, ontem à noite, no estádio Olímpico. A equipe equatoriana armou uma forte retranca para garantir o empate que a levaria a disputar a terceira vaga do grupo em jogo extra contra o Emelec.
Todo o esforço de seus jogadores foi inútil, porque o Grémio acabou chegando aos 2 a O, gols de Jaques e Magno. Os poucos torcedores que foram ao Olímpico na esperança de assistir a uma goleada semelhante aos 7 a 0 aplicados pelo Palmeiras no time de Quito, chegaram a acreditar que isso aconteceria com facilidade quando logo aos 4 minutos o árbitro Epifânio Gonzalez expulsou De La Crua.
O que eles viram, porém, foi um jogo muito ruim, com o Grêmio sem saber como superar a retranca do adversário. O lance mais perigoso ocorreu aos 33 minutos, com Alexandre acertando um arremate na trave superior. No segundo tempo, o jogo melhorou, porque o Grêmio passou a tocar a bola com mais rapidez Aos 19. Magno cabeceou na trave esquerda, após cruzada de Paulo Nunes. Aos 21. Jé, que entrou muito bem na partida, chutou forte e o goleiro salvou.
Logo depois, num contra ataque, Delgado desperdiçou boa chance de gol. Aos 27. Jé foi ao fundo. o goleiro rebateu e a bola sobrou para Paulo Nunes, que chutou para Jaques desviar e fazer 1 a 0. Constante foi expulso ao reclamar impedimento. Aos 38, Magno, de cabeça, ampliou para 2 a 0. Na segunda fase, o Grémio ira jogar contra o Olímpia. (Correio do Povo)
Grêmio 2 x 0 El Nacional
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Scheidt e Róger (Jé); Dinho, Goiano, Arílson e Alexandre (Jacques); Paulo Nunes e Magno
Técnico: Luis Felipe Scolari
EL NACIONAL: Ybarra, Constante, Ayovi, Anangono, e Arroyo; Valencia, Castañeda (Urbano), Ruiz, De La Cruz, Garrido, Delgado (Vernaza)
Técnico: Carlos Ron
Local: Olímpico (Porto Alegre)
Data: 7 de abril de 1995
Juiz: Epifanio Gonzáles (Paraguai)
Público: 4.764
Renda: R$ 30.858,00
Gols: Jacques aos 26 e Magno aos 38 do 2° tempo
Cartões Amarelos: Garrido, Roger e Paulo Nunes
Cartão Vermelho: De La Cruz e Constante.
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Arílson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Magno) e Jardel (André Vieira). Técnico: Luis Felipe Scolari
EMELEC: Espinosa, Quinteros, Ivan Hurtado, Verduga, Capurro; Vasquez, Tenório e Ivo Ron; Jorginho (Fernandez), Gonzalez e Eduardo Hurtado. Técnico: Juan Ramon Silva
Data: 31 de março de 1995 Local: Olímpico (Porto Alegre) Juiz: Eduardo Dluzniewski (Uruguai) Público: 16.051 (12.420 pagantes) Renda: R$ 90.222,00 Expulsão: Gonzales e Adílson Gols: Jardel aos 3, Gonzalez aos 16, Luciano aos 29 e Paulo Nunes aos 37 do 1° tempo; Magno aos 32 do 2° tempo
Quase 50 mil pessoas viram o jogo que manteve Palmeiras na frente e Grêmio em 2º
O Palmeiras manteve o primeiro lugar do Grupo 4 da Taça Libertadores da América ao empatar em 0 a 0 com o Grêmio, ontem, em Porto Alegre. No outro jogo deste grupo da Libertadores, o time equatoriano do Emelec derrotou o seu compatriota Nacional por 2 a 0, em Quito. Os gols foram marcados por Capurro e Fernandez.
Agora, o Palmeiras soma sete pontos, contra cinco de Grêmio e Emelec. O Nacional só tem quatro. No primeiro tempo, apesar do domínio, o time do técnico Luís Felipe só levava perigo ao gol de Velloso nas cobranças de faltas e escanteios.
Os zagueiros Adilson e Luciano eram os principais destaques da equipe. O Palmeiras se fechava na defesa e dificultava a penetração dos gremistas. Como o ataque gaúcho não tinha grande movimentação, o Grêmio tentava e errava muito nas finalizações que eram feitas de fora da área.
Já o time de Valdir Espinosa limitava-se a tentar o ataque por meio de meio de cobranças de faltas. Em um desses lances, o lateral-esquerdo Roberto Carlos acertou um forte chute na trave do gol gaúcho.
No segundo tempo, o Palmeiras melhorou ainda mais a marcação, diminuindo as chances do Grêmio. Edmundo, bem marcado durante todo o jogo, aproveitou para "cavar" faltas no campo ofensivo. (Folha de São Paulo)"
Grêmio 0 x 0 Palmeiras
GRÊMIO: Danrlei, André Vieira, Luciano, Adílson e Róger; Dinho, Goiano, Arílson (Carlos Alberto) e Alexandre; Paulo Nunes (Magno) e Jardel. Técnico: Luis Felipe Scolari
PALMEIRAS: Velloso, Índio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; Mancuso, Amaral, Paulo Isidoro e Rivaldo; Edmundo e Maurílio. Técnico: Valdir Espinosa
EL NACIONAL: Chiriboga, Ruiz, Ayoz, Anangono e Arroyo; Constante, Valencia (Sanchez), Castañeda, Carrera (De La Cruz), Vernaza, Delgado. Técnico: Carlos Ron
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson, Róger, André Vieira, Goiano, Wagner Mancini (Alexandre), Carlos Miguel (Wagner), Paulo Nunes e Jardel. Técnico: Luis Felipe
Local: Olímpico Atahulpa (Quito- Equador). Juiz: Daniel Belo (Paraguai) Gols: Arce aos 46 do 1° tempo; Vernaza aos 5 e Arce (Pênalti) aos 51 do 2° tempo.
EMELEC: Espinoza, Coronel, Máximo Tenório, Ivan Hurtado e Capurro; Fajardo, Vasquez, Jorginho (Angel Fernandez) e Verduga (Ivo Ron); Vidal Gonzalez e Eduardo Hurtado. Técnico: Juan Ramon Silva
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Wagner e Róger; Dinho, Goiano, Wagner Mancini (Alexandre)e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Jardel. Técnico: Luis Felipe Scolari
Local: Capwell (guayaquil – Equador) Juiz: José Luís da Rosa (Uruguai) Gols: Fajardo aos 33 do 1° do tempo; Paulo Nunes aos 9, Eduardo Hurtado aos 23 e Jardel aos 24 do 2° tempo. Expulsão: Dinho e Ron
Palmeiras vence Grêmio pela Libertadores. Time de Valdir Espinosa cede empate duas vezes, mas consegue sua primeira vitória no torneio sul-americano .
O Palmeiras venceu ontem o Grêmio (RS) por 3 a 2, na sua primeira partida pela Taça Libertadores da América deste ano. Os gols foram de Roberto Carlos, Rivaldo e Edmundo, para o Palmeiras, e Jardel e Luis Carlos Goiano, para o Grêmio
Mesmo sem apresentar um bom futebol, o Palmeiras saiu na frente, num gol de bola parada. Aos 18min, Roberto Carlos chutou forte, quase do círculo central. O goleiro Danrlei pulou atrasado. Depois disso, o Palmeiras dominou o jogo, criando algumas oportunidades de gol, com Edmundo, Rivaldo e Válber.
O Grêmio aproveitou a sua única chance no primeiro tempo, aos 37min. Após tabela na área do Palmeiras, Carlos Miguel cruzou e o centroavante Jardel fez de cabeça. O Palmeiras teve uma boa oportunidade aos 44min, quando Mancuso recebeu sozinho, dentro da área. Em vez de chutar a gol, tocou para Rivaldo. O atacante marcou, mas estava impedido.
Aos 5min da segunda etapa, o zagueiro Adílson foi expulso, após falta violenta, por trás, em Rivaldo. O técnico Luiz Felipe também foi expulso, por reclamação. O Palmeiras marcou o segundo aos 11min. Rivaldo recebeu na área, após uma deixada de Edmundo, e chutou forte. O Grêmio empatou dois minutos depois, numa cobrança de falta de Luis Carlos Goiano, no canto esquerdo baixo de Velloso.
A equipe gaúcha ainda foi prejudicada pelo juiz Cláudio Cerdeira, que deixou de marcar um pênalti cometido pelo zagueiro Antônio Carlos. O gol da vitória palmeirense saiu aos 23min. Edmundo recebeu livre, na entrada da área, e tocou na saída do goleiro Danrlei. (Folha de São Paulo)
Palmeiras 3 x 1 Grêmio
PALMEIRAS: Velloso, Índio (Alex Alves), Antônio Carlos, Cléber (Tonhão) e Roberto Carlos;Flávio Conceição, Mancuso, Paulo Isidoro e Válber; Edmundo e Rivaldo Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Wágner Mancini (Magno) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Wágner) e Jardel Técnico: Luis Felipe Scolari
Libertadores 1995 - Grupo 4 - 1ª Rodada Data: 21 de Fevereiro de 1995, terça-feira, 21h30min
Local: Parque Antártica (São Paulo) Público: 8.424 pagantes Renda: R$ 91.835,00 Juiz: Cláudio Vinícius Cerdeira Cartão amarelo: Antônio Carlos, Flávio Conceição, Goiano, Carlos Miguel e Jardel. Cartão vermelho: Adílson
Gols: Roberto Carlos aos 18 e Jardel aos 37 do 1° tempo; Rivaldo aos 11, Goiano aos 13 e Edmundo aos 24 do 2° tempo
O Mundial Interclubes de 1983 foi realizada em partida única disputada na cidade de Tóquio, no Japão. O confronto foi disputado entre o Grêmio, campeão da Taça Libertadores da América e o Hamburgo da Alemanha, campeão da Liga dos Campeões da UEFA. Foi vencida pelo Grêmio, após empate em 1–1 no tempo normal e 1–0 na prorrogação, com o resultado total de 2–1 para o tricolor
Em jogo, o Mundial Interclubes
Depois de mais de quatro meses de preparação, vivendo 24 horas por dia com o pensamento voltado somente para uma partida, finalmente chegava a hora da grande decisão. A maior partida da história dos 80 anos do Grêmio, um clube surgido no início do século e que traçou seu caminho na base da garra, com a participação de bravos homens que não temeram as adversidades para colocar em prática o sonho de tornar o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense um dos maiores clubes do planeta.
Chegava a hora de mostrar para o mundo a grandeza de um povo. Um povo que veste azul, preto e branco e que jamais foge da batalha.
Depois de um leve café da manhã, a delegação gremista seguiu para o estádio Nacional de Tóquio, chegando no vestiário aproximadamente duas horas antes do início do jogo. A temperatura era de 5 graus e o estádio estava com seus mais de 60 mil lugares lotados.
Em Porto Alegre, o relógio se aproximava da meia noite de sábado, dia 10. A cidade estava completamente parada esperando o início da partida. Não havia uma pessoa que não estivesse na companhia de um radinho de pilha ou na frente da televisão esperando o início da transmissão ao vivo pela TV Gaúcha.
Faltando cinco minutos para o início da partida, as imagens entraram no ar, com Grêmio e Hamburgo já no gramado fazendo aquecimento para espantar o frio. O árbitro francês tomava as últimas medidas antes de apitar o início de jogo. No banco, o técnico Valdir Espinosa fumava um cigarro atrás do outro.
Os telespectadores mais observadores notaram que o Grêmio usava calção branco e meia azul, ao invés dos tradicionais calções pretos e meias brancas. A exigência partiu da Toyota, que não permitia semelhanças nos uniformes das duas equipes por causa das pessoas que recebiam as imagens em televisores em preto e branco. Como o Grêmio não havia levado meias azuis na bagagem, o pessoal da rouparia teve que correr para encontrar a peça do uniforme nas lojas de Tóquio.
Mais de 2 bilhões de pessoas recebiam as imagens da partida em todo o mundo. Para todo o Brasil, a Rede Globo trasmitia ao vivo com a narração de Galvão Bueno e comentários de Márcio Guedes. Para o Rio Grande do Sul, narração de Celestino Valenzuela com João Nassif nos comentários.
1° tempo
Depois de um minuto de silêncio, o árbitro Michel Vautrot deu início ao jogo. Saída de bola para o Hamburgo.
O jogo começou com o Grêmio nervoso, errando muitos passes. O Hamburgo, por sua vez, dominava o meio de campo mas não conseguia chegar ao gol gremista. O primeiro lance com um certo perigo foi do Hamburgo, aos 20 minutos: Magath tentou meter a bola para Hansen, que entrava pela área. De Leon se antecipou de carrinho na meia lua da grande área. A bola rebatida pelo capitão gremista explodiu no corpo de Hansen e ficou pingando na marca do pênalti. Mais esperto, Mazaropi saiu para fazer a defesa antes que o alemão conseguisse chegar.
Quatro minutos depois, Hansen desceu com a bola dominada pela direita e foi bloqueado pela zaga gremista quando tentava a conclusão, já dentro da área. A bola sobrou no outro lado para Wuttke, que tentou o arremate de longe, chutando por cima do gol, sem perigo para Mazaropi.
A primeira jogada de impacto do Grêmio ocorreu aos 31 minutos: Renato foi lançado na direita, levou a bola até o fundo de campo e fez o cruzamento. A zaga se antecipou, mandando para escanteio. Mário Sérgio cobrou o córner tentando o gol olímpico e quase surpreendeu o goleiro Stein, que deu um soco na bola mandando outra vez pela linha de fundo.
Aos 36 minutos, Tarciso foi lançado pela esquerda e ganhou o escanteio quando tentava cruzar para Osvaldo que entrava pela área. Paulo César Lima cobrou o córner, que foi afastado pela zaga alemã para a entrada da área, onde Mário Sérgio esperava o rebote. Ele pegou de primeira e quase surpreendeu Stein, mas a bola saiu muito alta.
Dois minutos depois o Grêmio chegaria ao primeiro gol. O Hamburgo tentava chegar com perigo na área gremista, mas parou em Paulo Roberto, que afastou a bola de qualquer maneira para a intermediária. Paulo César Lima dominou no peito e rapidamente lançou para Renato, na direita, puxando o contra-ataque.
Ele dominou a bola um pouco além da linha divisória do gramado e partiu em direção ao fundo de campo, sempre acompanhado de perto por Schröder, seu marcador. Em velocidade, já dentro da área, Renato ameaçou correr para fazer o cruzamento. Ao invés disso, puxou a bola de volta para seu pé esquerdo enganando o marcador. Ao ver o alemão voltar para tentar evitar o cruzamento com a esquerda, Renato puxou outra vez com a direita. Já com o marcador vencido, mas sem ângulo, ele preferiu chutar. Junto à trave, o goleiro Stein foi surpreendido pela potência do chute e não conseguiu fazer a defesa. A bola passou entre ele e o poste esquerdo. Grêmio 1 a 0!
O Hamburgo ainda teve a oportunidade de empatar nos minutos finais da primeira etapa, com uma cobrança de falta de Rolf, na entrada da área. Magath cobrou rasteiro, pelo lado da barreira, forçando Mazaropi a fazer uma grande defesa em dois tempos.
2° tempo
O Tricolor não perdeu tempo e, aos 2 minutos, já criou a oportunidade para ampliar o marcador: Mário Sérgio fez um lançamento buscando Tarciso, na esquerda, que entrava por trás da zaga. Antes dele apareceu Paulo César Magalhães completamente livre, que dominou e chutou, mesmo sem ângulo. No último momento apareceu o pé salvador de um zagueiro alemão para dividir o chute, e a bola passou à direita da meta de Stein.
O lance se repetiu cinco minutos depois: Osvaldo deu um balão afastando o perigo da área gremista e acabou armando um contra-ataque com Tarciso pela direita. Ele recebeu nas costas da zaga alemã, desceu com a bola dominada, entrou livre pela área e só não marcou porque um zagueiro apareceu no momento certo para mandar a escanteio.
Aos 12 minutos, uma jogada que poderia ter mudado a história da partida: Baidek deu um chutão pra frente, afastando o perigo da área gremista e lançando Renato na direita. O ponteiro gremista partiu pra cima do marcador, entrou na área, deu um drible de corpo, colocou a bola na frente e foi derrubado por trás por Hieronymus no momento em que poderia marcar o segundo gol. O árbitro Michel Vautrot, mau colocado, nada marcou. Uma penalidade escandalosa a favor do Grêmio.
Três minutos depois, Paulo César Lima desceu com a bola dominada pela intermediária de ataque. Com categoria, lançou Mário Sérgio que entrava pela direita, livre, se aproveitando da confusão da defesa alemã. Ao invés de chutar, ele preferiu tentar o cruzamento buscando o mesmo Paulo César que entrava pela pequena área. Antes dele apareceu novamente o pé salvador de um defensor. Stein já estava batido.
Neste momento, embora o Hamburgo dominasse o meio de campo, o Grêmio era muito mais incisivo em seus ataques. Os alemães não sabiam transformar seu domínio territorial em ataques e abusavam das bolas levantadas na área. O Grêmio, por sua vez, bem postado atrás, se limitava a dar balões pra frente buscando a velocidade de Renato ou Tarciso nos contra-ataques.
Aos 24 minutos, Espinosa tirou Paulo César Lima e colocou o atacante Caio. Dois minutos depois um dos cruzamentos para a área do Grêmio levou perigo à meta de Mazaropi. Magath cruzou da esquerda, encobrindo De Leon, e o zagueiro Jakobs arrematou de cabeça. A bola foi no ângulo direito com pouca força, forçando o goleiro Tricolor a grande defesa.
Aos 30, Stein saiu da área para tentar jogar com os pés mas acabou errando em bola e teve que fazer falta sobre Tarciso, que levava vantagem. O goleiro alemão recebeu cartão amarelo. O mesmo cartão seria apresentado a Mazaropi no minuto seguinte por retardar a cobrança de um tiro de meta.
Aos 34, Bonamigo entrou no lugar de Osvaldo. Um minuto depois, Caio desceu pela esquerda, sem marcação, e arriscou o chute, obrigando Stein a fazer grande defesa. No lance seguinte, Paulo Roberto cruzou da direita e Caio mergulhou de cabeça, mandando a bola no canto direito de Stein, que fez outra grande defesa.
Aos 40 minutos, o árbitro francês marcou um toque de mão de Bonamigo na intermediária de defesa do Grêmio. Felix Magath fez a cobrança buscando o segundo pau, onde Jakobs evitou o tiro de meta cabeçeando a bola de volta para a pequena área. A zaga gremista não conseguiu afastar e Schröder dominou e mandou para as redes, sem chance para Mazaropi. O Hamburgo chegava ao empate no finalzinho do jogo.
No desespero, o Grêmio ainda tentou a vitória no tempo regulamentar. Aos 45, Renato teve uma chance depois que De Leon ajeitou de cabeça, na entrada da pequena área. O chute de esquerda saiu errado, por sobre o gol. Foi o último lance dos 90 minutos. Ficaria tudo para a prorrogação.
Prorrogação
O intervalo foi de muito trabalho para o massagista Banha, que teve que se desdobrar para manter aquecidos os músculos de Renato e China, ambos reclamando de dores musculares. Como o técnico Valdir Espinosa já havia feito as duas substituições a que tinha direito, todos teriam que voltar para a prorrogação.
A definição da partida a favor do Tricolor não demorou para acontecer. Logo aos 3 minutos, brilhou mais uma vez a estrela do predestinado Renato. Num cruzamento da esquerda de Caio, Tarciso apenas encostou, de cabeça, a bola para o ponteiro gremista. Renato dominou de direita, cortou a marcação de Schröder e chutou rasteiro, de canhota, no canto esquerdo de Stein, que ficou sem reação.
Grêmio 2 a 1! Festa gremista em Tóquio e em todo o Brasil.
O Hamburgo partiu pra cima e quase conseguiu o empate aos 5 minutos, num escanteio cobrado por Magath. Renato tentou afastar de cabeça mas errou em bola, ela acabou batendo na cabeça de China e quase entra no seu próprio gol. Para sorte do Grêmio, ela passou por sobre a meta.
Aos 9 minutos, Renato sofreu falta ao lado da área, pela direita. Mário Sérgio se apresentou para a cobrança mas ao invés de fazer o cruzamento, como todos esperavam, tentou surpreender Stein chutando direto a gol. A bola passou perto do poste esquerdo saindo para tiro de meta. Se fosse em direção à meta, dificilmente o goleiro alemão faria a defesa.
Já nos minutos finais da primeira etapa, Renato evitou um contra-ataque do Hamburgo segurando a bola com as mãos. Recebeu cartão amarelo. Hartwig discutiu com o bandeirinha depois de ter sua cobrança de lateral revertida e também recebeu cartão amarelo.
Nos descontos, Hansen recebeu dentro da área, de costas para o gol. A marcação evitou o primeiro arremate, mas a bola sobrou para Jakobs, junto à pequena área, pela direita. Ele chutou forte, rasteiro, mas Mazaropi, bem colocado, defendeu com as pernas e evitou o empate alemão. Acabava a primeira etapa da prorrogação.
O Hamburgo parecia abatido, sem forças para tentar chegar ao empate. Os alemães faziam pressão de maneira desorganizada, no desespero, enquanto o time gaúcho continuava levando perigo nos contra-ataques. Era questão de tempo para o Grêmio comemorar.
O Tricolor ainda teve uma última chance de matar o jogo quando Caio recebeu completamente livre, na frente de Stein. Com o gol aberto, ele não teve tranqüilidade e mandou por cima. Mas o gol não fez falta.
Sem dar descontos, o árbitro Michel Vautrot apitou final de jogo em Tóquio. Renato, ajoelhado, desabou em lágrimas. Assim fizeram todos os gremistas, em todo o planeta. O Grêmio era Campeão do Mundo. O maior título que um time de futebol poderia alcançar.
Festa no Japão.
Festa no Brasil.
O planeta reverenciava o futebol do gaúcho. O capitão Hugo de Leon foi o responsável por levantar a taça do campeonato. Renato foi eleito o melhor em campo e recebeu um carro Toyota dos patrocinadores. Começava em Tóquio a festa gremista que não tinha data para terminar.
Depois de receber o troféu e as medalhas, o capitão comandou a volta olímpica pela pista atlética do estádio Nacional acompanhado pelos companheiros, diriegntes, comissão técnica e alguns torcedores que conseguiram entrar no gramado.
Os cerca de 200 torcedores brasileiros que estiveram presentes no jogo, iniciaram uma peregrinação a pé até o hotel onde a delegação estava hospedada. A festa dos jogadores continuou no vestiário, no ônibus e no saguão do hotel. De León e Renato ficaram no estádio para a entrevista coletiva. A festa seguiu durante a tarde e a noite do Japão. Em Porto Alegre, ninguém dormia mais.
Em pé: Paulo Roberto, Mazaropi, Baidek, China, Paulo César e Hugo de León. Agachados: Banha (massagista), Renato, Osvaldo, Tarciso, Paulo César Caju e Mário Sérgio.
O site nasceu para falar sobre a história do Grêmio, pouco tempo depois entrei para o projeto Grêmiopédia e resolvi centralizar a história apenas lá, então o canal ficou desativado por um tempo e agora resolvi postar apenas opiniões, resenhas e ideias sobre o Tricolor. Fica o convite para quem gosta de história do Grêmio para visitar a Grêmiopédia e quem quiser ler sobre o tricolor, sinta-se em casa.