quarta-feira, 4 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Atlético-PR 3 x 1 Grêmio (04/09/1996)


Aproveitando os cruzamentos na área e a boa estatura de seus atacantes, o Atlético surpreendeu o Grêmio e fez três gols de cabeça. Os paranaenses tiveram o domínio do jogo. (Placar)

Empurrado pela sua torcida, o Atlético-PR envolveu o Grêmio e liquidou logo o jogo com três gols de cabeça. A partida ficou marcada pela péssima atuação do árbitro Marques Dias da Fonseca, que não marcou dois pênaltis para os gaúchos.(Arquivo Gremista)


Na segunda-feira, o atacante Paulo Rink mandou um aviso para o Grêmio: “Não marco há duas partidas e nunca fico mais do que três sem fazer o meu“. E não fica mesmo.

Bastaram 50 segundos de bola rolando ontem à noite, no Estádio Joaquim Américo, em Curitiba, para o atacante iniciar, com um bonito cabeceio, a vitória de 3 a 1 do Atlético-PR sobre o bicampeão gaúcho. Com a denota, o Grêmio perdeu a invencibilidade e baixou para a 14' colocação no Brasileirão. Não bastasse isto, deixou a sensação de que o time sentiu o impacto da pesquisa que o aponta como o mais violento na competição.

O gol logo no inicio desmantelou o esquema armado por Luiz Felipe para enfrentar a pressão do “Caldeirão do Diabo". Aliado ao barulho ensurdecedor da torcida, o l a O deixou a defesa gremista atordoada. O primeiro ataque do Grêmio ocorreu somente aos 16 minutos, quando Goiano interceptou um rebote do goleiro Ricardo Pinto na intermediária e, com o gol aberto, colocou a bola para fora.

O susto fez o Atlético recuar e ceder espaços generosos para o Grêmio. Insistindo nas jogadas pelo meio, o time gaúcho perdeu, com Aílton e Paulo Nunes, duas grandes chances diante de Ricardo Pinto. Aos 29 minutos, Ailton desperdiçou na pequena área um cruzamento de Saulo.

Como o Grêmio não aproveitou a cortesia, o Atlético-PR se encarregou de marcar. Aos 35 minutos, o lateral Alberto cruzou para Paulo Rink fazer 2 a O, outra vez de cabeça. As orientações de Luiz Felipe no intervalo desmoronaram aos dois minutos do reinicio de jogo. O lateral Alberto cruzou para o centroavante Oseias marcar sozinho de cabeça Desesperado, o Grêmio partiu desordenado para o ataque.

Para completar a desastrosa noite gremista, a equipe perdeu dois jogadores em menos de três minutos. Aos 22 finais, o lateral Roger cometeu falta sem bola em Paulo Rink e foi expulso. Pelo mesmo motivo, o meia Carlos Miguel levou cartão vermelho. Mas o árbitro não teve o mesmo rigor com o Atlético. Aos 35 minutos, o atacante Paulo Nunes descontou. Mas, já sem forças, se manteve na defesa. Com nove em o campo Grêmio ouviu os gritos de “olé" da fanática torcida atleticana. (Zero Hora)


Atletico PR 3x1 Grêmio


ATLÉTICO-PR: Ricardo Pinto (Ivan); Alberto, Jorge Luiz (Reginaldo), Andrei e Branco; Novak, Cléberton, Piekarski (Luís Carlos) e Jean Carlo; Paulo Rink e Oséas
Técnico: Evaristo de Macedo

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano (Émerson), Aílton (André Silva) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Saulo (Luciano)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

8ª Rodada - 1ªFase
Data: 4 de setembro de 1996
Local: Estádio da Baixada, em Curitiba
Público: 10.572;
Renda: R$ 111.260,00
Árbitro: Marques Dias Fonseca (GO)
Cartões Amarelos: Cléberton e Novak (AP); Paulo Nunes, Goiano e Dinho (G)
Cartões Vermelhos: Roger e Carlos Miguel (G)
Gols: Paulo Rink (AP), 52 segundos e 35 minutos (1° tempo); Oséas (AP), 2 minutos; Paulo Nunes (G), 35 minutos (2° tempo).


domingo, 1 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Vasco 1 x 1 Grêmio (01/09/1996)


Jogo: O empate com o Vasco teve um sabor de derrota para o Grêmio. Com a expulsão de Borçato, aos 11 minutos do primeiro tempo, o Vasco perdeu força ofensiva, permitindo ao Grêmio tomar o controle da partida.O empate veio nos descontos, com Paulo Nunes.(Arquivo Gremista)

O JOGO: Apesar de atuar com um jogador a mais durante 80 minutos, o Grêmio não ousou e o Vasco viu facilitado seu trabalho de equilibrar a partida. (Placar)


Grêmio dominou, empurrou o Vasco para trás, mas acabou saindo de campo com a convicção de que teve muita sorte, ao arrancar um empate de 1 a 1 com o Vasco, ontem à tarde, no Estádio de São Januário, depois de sofrer um gol aos 40 minutos do segundo tempo. Apesar do resultado favorável, a equipe do técnico Luiz Felipe perdeu uma grande chance de conseguir três pontos fora de casa.

Os cariocas ficaram com um jogador a menos logo aos 11 minutos, depois que o estreante Borçato fez uma falta violenta em Carlos Miguel. O bicampeão gaúcho disputa na quarta-feira o seu terceiro jogo consecutivo fora de casa, contra o Atlético-PR, em Curitiba.

O Vasco preparou uma verdadeira festa para enfrentar o Grêmio. Antes do jogo as jogadoras do clube que serviram à Seleção Brasileira na Olimpíada foram homenageadas pela diretoria. Os 20 mil torcedores presentes (o público divulgado foi de 9.010) ao estádio foram ao delírio quando o folclórico massagista Santana saudou a todos vestindo um fraque branco e uma camiseta do clube. Mas bastou a bola rolar para o Grêmio acabar com a euforia dos cariocas. Nos primeiros 10 minutos, o domínio foi total dos gaúchos.

Quando o Vasco equilibrou, o volante Borçato - que segundo a imprensa carioca está na equipe apenas por ser amigo de Edmundo - foi expulso. Com um jogador a menos, o técnico Alcir Portela colocou o volante Sidnei no lugar do atacante Toninho. A mudança deixou Edmundo isolado entre os zagueiros do Grêmio. Apesar da inoperância do ataque adversário e da vantagem no meio-campo, & equipe de Luiz Felipe não tinha objetividade, exagerando nos toques laterais na intermediária.

A conversa com Luiz Felipe no intervalo alertou os jogadores. Aos dois minutos, Émerson perdeu uma grande chance de marcar, chutando, sozinho, para fora. Depois da entrada de Afonso no lugar do confuso Emerson, aos 15 minutos, os passes laterais foram trocados por cruzamentos para a área. Aos 40, o lateral Pimentel cansou de defender e puxou um contra ataque da sua defesa. Depois de tabelar com Macedo, encobriu o goleiro Danrlei, marcando um bonito gol.

Aos 48 minutos, quando tudo parecia perdido e os alto-falantes de São Januário gritavam que estava na hora de o árbitro terminar o jogo, o Grêmio chegou ao empate. Depois da cobrança de escanteio, o goleiro Caetano falhou, Adilson cabeceou na trave e Paulo Nunes, colocou para a rede, garantindo um resultado mais justo para a partida de São Januário.


Vasco da Gama 1x1 Grêmio


VASCO: Caetano; Pimentel, João Luiz, Alex e Cássio; Luisinho, Borçato, Juninho (Macedo) e Válber (Ranielli); Edmundo e Toninho (Sydnei)
Técnico: Alcir Portela

GRÊMIO: Danrlei; Aílton, Mauro Galvão, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Émerson (Zé Afonso) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Saulo (Rogério)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

7ª Rodada - 1ªFase
Árbitro: Oscar Roberto de Godói (SP)
Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro
Público: 9.010;
Renda: R$ 96.970,00
Cartões Amarelos: Sydnei (V); Aílton, Roger, Goiano, Mauro Galvão, Zé Afonso e Adílson (G)
Cartão Vermelho: Borçato (V)
Gols: Pimentel (V), 40 minutos; Paulo Nunes (G), 48 minutos (2° tempo).



quinta-feira, 29 de agosto de 1996

1ª Fase CB - Corinthians 2 x 2 Grêmio (29/08/1996)


O jogo: Corinthians e Grêmio somam agora oito pontos. O jogo foi movimentado. O Corinthians teve que buscar o resultado duas vezes. No final do jogo, Ronaldo defendeu a cobrança de pênalti Emerson. (Folha de São Paulo)

Sob a luz dos refletores na noite paulistana, o Grêmio comprovou a teoria de Adílson. Jogando com objetividade, envolveu o Corinthians, mas novamente cederam o empate em duas oportunidades. Faltando 14 minutos para o final, o meia Emerson perdeu o pênalti que daria a vitória ao Grêmio. (Arquivo Gremista)

O JOGO: Nem a volta de Célio Silva e Bernardo aliviou o sofrimento da torcida Corintiana. O empate em casa até saiu barato depois do pênalti mal batido por Emerson, a 15 minutos do final. (Placar)


Corinthians e Grêmio empataram ontem, no Canindé, em 2 a 2, e estão empatados na classificação do Brasileiro com oito pontos.

O time gaúcho abriu o placar logo aos 6min de jogo. Após uma cobrança de escanteio de Aílton, Mauro Galvão pegou a sobra e tocou para Paulo Nunes, que, livre, marcou com facilidade.
Como o Corinthians jogava com três jogadores de marcação e apenas Souza para criar, o time apelava para o individualismo.

Só aos 24min é que a pequena torcida corintiana que foi ao Canindé voltou a gritar a favor de seu time até então, só reclamava da lentidão de seu clube. Gilmar cobrou rasteiro e com força uma falta na esquerda, e Danrlei tocou a escanteio.

A partir daí, o Corinthians começou a chegar mais à área gremista, em jogadas individuais.
Carente de finalizadores, o técnico corintiano Valdyr Espinosa substituiu o marcador Marcelinho Souza pelo atacante Jorginho.

A alteração deu resultado aos 39min. Souza recebeu na esquerda, driblou dois adversários e tocou cruzado, na saída de Danrlei. As jogadas de bola parada da direita marcaram o início do segundo tempo, sem efeito, porém.

Quando o Corinthians vivia seu melhor momento no jogo, quem marcou foi o Grêmio. Saulo completou, de cabeça, uma cobrança de escanteio, aos 15min. O Corinthians voltou a empatar aos 28min. Célio Silva saiu em velocidade do meio-campo, tocou para André Santos, que fez o centro para Alcindo marcar.

No minuto seguinte Célio Silva e André Santos fizeram pênalti em Goiano, mas Ronaldo defendeu a cobrança de Emerson. (VALMIR STORTI, Folha de São Paulo)



Corinthians 2x2 Grêmio


CORINTHIANS: Ronaldo; André Santos, Célio Silva, Henrique e Silvinho; Bernardo, Gilmar, Marcelinho Paulista (Jorginho) e Souza; Marcelinho Carioca e Alcindo
Técnico: Valdir Espinosa

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio (Émerson), Mauro Galvão, Adílson e Roger; Dinho (Luciano), Goiano, Aílton e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Afonso (Saulo)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

6ªRodada - 1ªFase
Data: 29/agosto/1996
Local: Estádio do Canindé, em São Paulo
Público: 4.095;
Renda: R$ 40.535,00
Árbitro: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Cartões Amarelos: Gilmar, Silvinho e Bernardo (C); Saulo, Paulo Nunes, Carlos Miguel e Mauro Galvão (G)
Gols: Paulo Nunes (G), 6 minutos; Souza (C), 16 minutos (1° tempo); Saulo (G), 15 minutos; Alcindo (C), 28 minutos (2° tempo).



domingo, 25 de agosto de 1996

1ª Fase CB - Grêmio 2 x 2 Vitória (25/08/1996)


A goleada sobre o Bragantino deixou o Grêmio de ressaca. Apática, a equipe permitiu que o Vitória chegasse ao empate em duas oportunidades. Ao final da partida, o zagueiro Adílson culpou a luz do sol e o forte calor pela má atuação. "O Grêmio joga melhor à noite", justificou. (Arquivo Gremista)

O Grêmio foi superior no primeiro tempo, mas no segundo errou muito e cedeu o empate. (Placar)



Com muitos passes errados ontem à tarde contra o Vitória, no estádio Olímpico, o Grêmio desfez em 90 minutos a imagem arrasadora que o time havia construído durante os dois primeiros jogos, quando conseguira 100% de rendimento no campeonato.

O aproveitamento tricolor limitou-se aos lances oportunistas dos gols de Paulo Nunes e de Afonso, os quais permitiram um modesto empate de 2 a 2 dentro de casa. Agora, o Grêmio enfrenta o Corinthians, quarta-feira, em São Paulo.

Logo aos 6min, Dinho cobrou um escanteio no outro extremo da área baiana, Adilson subiu de cabeça presenteou Paulo Nunes, que fez 1 a 0. Mas, 11min depois, Nei Santos aproveitou um desacerto da zaga gremista em um escanteio e empatou o jogo.

Aos 30min, Adílson enxergou Afonso no ataque sozinho com Nei Santos. Lançado, livrou-se do marcador e chutou em diagonal, sem chance para o goleiro Nílson. Na volta para o segundo tempo, a vantagem do Grêmio não era muito convincente. Afonso perdeu dois lances de área e deixou Luiz Felipe impaciente. Até Serginho empatar em um contra-ataque.

Depois de um pênalti sobre Ailton não assinalado por Dalmo Bazzano, Paulo Nunes ainda fez um corta-luz e deixou Saulo na frente do gol. Porém, o estreante chutou fraco e o empate foi inevitável. (Jornal Pioneiro)


Grêmio 2x2 Vitoria


GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Zé Alcino) e Émerson (André Silva); Paulo Nunes e Zé Afonso (Saulo)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

VITÓRIA: Nílson; Émerson, Flávio, Ney Santos e Esquerdinha; Reinaldo, Tião, Bebeto e Adoílson; Cléber (Serginho) e Agnaldo (Gil Baiano)
Técnico: Edinho

5ª rodada - 1ªfase
Data: 25/agosto/1996
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 18.140 (12.090 pagantes)
Renda: R$ 108.595,00
Árbitro: Dalmo Bozzano (SC)
Cartões Amarelos: Aílton e Émerson (G); Bebeto e Adoílson (V)
Cartão Vermelho: Serginho (V)
Gols: Paulo Nunes (G), 6 minutos; Ney Santos (V), 17 minutos; Zé Afonso (G), 29 minutos (1° tempo); Serginho (V), 6 minutos (2° tempo).




quarta-feira, 21 de agosto de 1996

1ª Fase CB - Grêmio 6 x 1 Bragantino (21/08/1996)


"Durante toda partida o Bragantino procurou se defender, e o Grêmio teve liberdade para atacar. Em nenhum momento a equipe gaúcha esteve ameaçada de perder ou empatar" (Placar)

"A partida contra os paulistas marcou o reencontro da equipe com os torcedores, depois de quase 50 dias sem jogar em Porto Alegre. Com objetividade, o Grêmio amassou o Bragantino ainda no primeiro tempo, abrindo uma vantagem de três gols." (Arquivo Gremista)


Aos 10 minutos do primeiro tempo da goleada de 6 a l do Grêmio sobre o Bragantino, ontem à noite, no Estádio Olímpico, o atacante Paulo Nunes tentou driblar um adversário, escorregou e ficou estirado no gramado. Atento, o roupeiro Hélio correu ao vestiário e providenciou um outro par de chuteiras para o jogador não sucumbir mais ao gramado molhado pela chuva do meio da tarde.

Em condições de ficar em pé, Paulo Nunes necessitou de apenas 10 minutos para desmanchar a retranca armada pelo técnico Jair Picerni, o mesmo da medalha de prata na Olímpica de Los
Angeles.

Endiabrado, o atacante gremista entrou driblando na área paulista e foi derrubado pelo volante Marcos. Pênalti que o volante Dinho converteu com tranquilidade. A noite era de Paulo Nunes. Aos 35 minutos. Ailton fez grande jogada e chutou no poste. Enquanto o meia se lamentava na linha de fundo. Paulo Nunes recuperou a bola, driblou o lateral Da Guia e cruzou para Afonso, ao melhor estilo Jardel, marcar de cabeça o segundo gol do Grêmio.

Inoperante, o Bragantino continuou congestionando o seu campo de defesa Aos cinco minutos do segundo tempo, Paulo Nunes lançou Afonso que em forte e marcou o terceiro do Grémio, aparecendo como um dos goleadores do Brasileiro, ao lado de Luisão e Renaldo, com três gols. Descontrolado, o Bragantino partiu para o ataque. O habilidoso Edilson dominou a bola na área e foi derrubado por André Silva. Esquerdinha cobrou na trave. Depois desse erro as coisas ficaram ainda mais fáceis para o Grêmio.

Aos 22 minutos, Paulo Nunes, novamente, fez a jogada e cruzou para Ailton marcar o quarto gol. Ovacionado, o centroavante Afonso foi substituído pelo o meia Émerson, que deu sequência a série de gols. Aos 32, ele marcou o quinto e, aos 40, de pênalti, o sexto. O Bragantino ainda descontou com Gilson Batata batendo falta aos 46 minutos.

O Grêmio possui o melhor ataque da competição, com nove gols (no domingo fez 3 a 1 no Criciúma), e um aproveitamento de 100%, com duas vitórias. (Zero Hora)

 

Grêmio 6x1 Bragantino


GRÊMIO: Danrlei; André Vieira, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Mauro Galvão 25 do 2º) e Carlos Miguel (Émerson, intervalo); Paulo Nunes e Zé Afonso.
Técnico: Luis Felipe Scolari

BRAGANTINO: Marcelo; Édson Baiano, Júnior, Augusto e Da Guia; Marcos (Esquerdinha - Intervalo), Maurinho, Ronaldo Alfredo e Marcão; Edílson e Kelly (Gílson Batata 23 do 2º)
Técnico: Jair Picerni

4ª Rodada - Primeira Fase
Data: 21 de agosto de 1996
Local: Olímpico, Porto Alegre
Público: 6.245
Renda: R$ 51.185,00
Juiz: Valdemar R. Fonseca - PR
Cartão Amarelo: Júnior, Rivarola e Maurinho
Gols: Dinho (Pen) aos 21 e Zé Afonso aos 36 do 1ºtempo; Zé Afonso aos 5, Aílton aos 23, Émerson aos 33 e aos 44 (pen) e Gílson Batata aos 44 do 2ºtempo.



domingo, 18 de agosto de 1996

1ª Fase CB - Criciúma 1 x 3 Grêmio (18/08/1996)


"A estreia no campeonato ocorreu apenas três dias depois do final da excursão à Europa, encerrada com uma partida contra o São Paulo, em Manaus. Mesmo desgastado, o Grêmio foi a Criciúma e não encontrou trabalho para derrotar os catarinenses. O destaque da partida foi Afonso, autor de um belo gol". (Site Arquivo Gremista)

"Desfalcado de vários titulares, o Criciúma jogou com cinco zagueiros e dois volantes. Começou bem mas o Grêmio, mais organizado, ganhou o meio-campo e chegou fácil aos 3x1." (Revista Placar)

        


Antes de entrar em campo para derrotar o Criciúma por 3 a 1, ontem à tarde. Os jogadores do Grêmio se agruparam no corredor do túnel que da acesso ao gramado para ouvir as palavras de ordem do capitão Adilson. “Todos sabem da importância de começar bem no campeonato. por isso vamos entrar com tudo". pediu. aos gritos. Os jogadores entenderam o recado e demonstraram a principal virtude do bicampeão gaúcho na estreia no Brasileiro: a determinação. Mas o Criciúma continuou a regra e mais uma vez vendeu caro a sua derrota.

O Grêmio sob efeito das palavras de Adilson no vestiário começou melhor e levou perigo para a defesa catarinense duas vezes em oito minutos de jogo. No primeiro lance o centroavante Afonso ficou com um rebote do goleiro Roni, dentro da pequena área, mas concluiu mal. A pontaria que faltou para Afonso sobrou para um conhecido jogador da torcida gremista aos 10 minutos. Em 30 segundos, o meia Mabília desferiu dois chutes da intermediária que obrigaram Danrlei a sair da condição de aparador em que se encontrava no jogo.

No primeiro, o goleiro colocou para escanteio. Mas, no segundo, a bola rebateu em seu peito e sobrou para o lateral Eraldo, que abriu o marcador.
Mais do que nunca as palavras de Adilson tivera de ser lembradas. E foram. Apenas um minuto e meio depois, o lateral Marco Antônio cruzou para a área. Os adversários, vendo no 1m90cm de Afonso a imagem de Jardel, se preocuparam com o centroavante e deixaram o meia Goiano livre para cabecear e empatar o jogo. O gol deu tranquilidade ao Grêmio e abriu caminho para o desempate. Aos 21 minutos, em mais um cruzamento de Marco Antônio, Aílton chutou cruzado e o atacante Paulo Nunes desviou para o gol.

No intervalo, o técnico Cláudio Duarte fez uma alteração que determinou a derrota do Criciúma.
Trocou o lateral Eliseu pelo atacante Índio. Luiz Felipe instruiu os seus jogadores para explorarem as jogadas pela esquerda. A iniciativa do técnico deu resultado. Aos 10 minutos. Paulo Nunes recebeu um lançamento às costas de Roberto Cavalo e lançou Afonso, que marcou o terceiro gol gremista. “Graças a Deus o Adílson vai ficar conosco até o final do ano” agradeceu Luiz Felipe, ao final da partida. (Zero Hora)23

        


Criciúma 1 x 3 Grêmio


CRICIÚMA: Rôni; Elizeo (Índio - int), Wilson, Oliveira e Eraldo; Paulo da Pinta, Gelásio, Roberto Cavalo e Mabília; Eliel (Leandro 22 do 2º) e Carlos Henrique
Técnico: Cláudio Duarte

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio (Mauro Galvão 39 d0 2º), Rivarola, Adílson e Roger; Dinho (André Silva), Goiano, Aílton e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Afonso (Émerson 31 do 2º)
Técnico: Luis Felipe Scolari

3ª Rodada - Primeira Fase
Data:18 de agosto
Local: Heriberto Hülse (Críciuma)
Público: 8.441
Renda: R$ 66.490,00
Juiz: Dionísio Roberto Domigos (SP)
Cartão Amarelo: Dinho, Wilson e Roberto Cavalo
Gols: Eraldo aos 10, Goiano aos 11 e P.Nunes aos 20 do 1º, Zé Afonso aos 9 do 2º



domingo, 7 de abril de 1996

Recopa Sul-Americana 1996


Foi disputada em jogo único, em um campo neutro, no dia 7 de abril de 1996 em Kobe, no Japão. Entre o campeão da Taça Libertadores da América de 1995 (Grêmio) e o campeão da Supercopa Libertadores 1995 (Independiente). O Grêmio goleou a equipe argentina por 4 a 1 e sagrou-se campeão na competição.


Menos de cinco meses depois de realizar um grande duelo no Mundial Intreclubes, contra o Ajax, o Grêmio voltaria ao Japão, numa outra decisão, contra um time com a mesma tradição internacional: o Indepediente. Tratava-se da Recopa Sul-Americana, que seria realizada na cidade de Kobe, no dia 7 de abril de 1996.


O Grêmio se encontrava na condição de campeão da Libertadores da América, após bater o Nacional  de Medellín na decisão. Já o Independiente se classificara para o torneio como campeão da antiga Supercopa Libertadores (seria uma espécie de Sul-Americana nos tempos atuais, mas somente reunia os campeões da Libertadores), ao bater o Flamengo na final.


Numa decisão, os dois times já se enfrentaram, na final da Libertadores de 1984, com o Independiente se sagrando campeão. Então, era hora da revanche, entre dois times tradicionais no continente sul-americano.



Naquele jogo, o Grêmio logo mostrou o porquê de ser um dos melhores times do mundo naquele ano. Aos 19 minutos, num lançamento para área, Jardel, ao seu estilo, fez o gol de cabeça e abriu o placar em Kobe, colocando o Imortal na frente: 1×0. Entretanto, não tardou muito para os argentinos empatarem, aos 22 minutos, com Buruchaga. Só que ainda no primeiro tempo, o Imortal voltaria a ficar na frente, com Carlos Miguel, aproveitando-se da atrapalhada do goleiro Mondragon e outro jogador do Independiente, e o camisa 11 pegou a sobra e colocou novamente o Grêmio na frente no placar: 2×1.




No segundo tempo, o Grêmio ampliou a vantagem. Aos 13 minutos, Adilson, de pênalti, fez 3×1 para o Imortal. E o golpe de misericórdia veio aos 36 minutos, em um cruzamento de Carlos Miguel, na direita da grande área argentina, para Paulo Nunes, no lado oposto, chutar a bola, que passou entre as pernas de Mondragon: 4×1.



O Grêmio se sagrou Campeão da Recopa Sul-Americana, em bom estilo, aplicando uma goleada histórica no maior vencedor de títulos da Libertadores até então. Um show de bola para o mundo inteiro ver.

Em pé: Arce, Danrlei, Rivarola, Adilson, João Antônio e Róger;
Agachados: Banha (massagista) Carlos Miguel, Jardel, Goiano, Paulo Nunes e Ailton.


FICHA DO JOGO

Copa Sul-Brasileira

Estádio: Pinheirão
Local: Curitiba/PR
Data: 24/04/99
 
GRÊMIO (4)
INDEPENDIENTE (1)
Danrlei
Faryd Mondragón
Arce
Néstor Clausen
Adílson
Pablo Rotchen
Rivarola
José Serrizuela
Roger
Juan Carlos Ramírez
João Antônio
Diego Cagna
Ailton
Roberto Acuña
Goiano
Cristian Domizzi
Carlos Miguel
Jorge Burruchaga
Paulo Nunes
Javier Mazzoni
Jardel
Roberto Molina
TÉCNICO
TÉCNICO
Luiz Felipe Scolari
Gregorio Pérez
ÁRBITRO 
Epifanio González (Paraguai/PAR)
AUXILIARES
Iashuhiro Matsuzaki (Japão/JAP)
Kazuya Ianagisawa (Japão/JAP)

GOLS
Jardel (GRE 11 do 1ºT)    
Burruchaga (pen) (IND 22 do 1ºT)
Carlos Miguel (GRE 51 do 1ºT)        
Adílson (p) (GRE 23 do 2ºT)        
Paulo Nunes (GRE 35 do 2ºT)

SUBSTITUIÇÕES - GRÊMIO
Entrou Murilo saiu Danrlei
Entrou Émerson saiu Ailton
Entrou Sílvio  saiu Jardel
 

SUBSTITUIÇÕES - Independiente
Entrou Calderón saiu Ramírez
Entrou Bustos saiu Cagna
Entrou Alvez saiu Mazzoni 

PÚBLICO 
Público total: 52.000








Fontes: Gremio1903 Gremio.net
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