domingo, 29 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Grêmio 1 x 0 Portuguesa (29/09/1996)


A primeira edição da final foi um jogo típico de duas equipes que primaram pelo futebol competitivo neste Brasileirão. O Grêmio anulou o ataque à Portuguesa, mas não superou a marcação dos paulistas. A torcida, irritada, já abandonava o Olímpico quando Rivarola, aos 46 minutos, marcou o gol da vitória.

A Portuguesa utilizou um eficiente sistema de marcação e resistiu ao Grêmio até o último minuto. Houve poucos ataques durante a partida. Dentro do que se propôs, a Portuguesa foi melhor. Os gaúchos fizeram sua pior partida no campeonato.



O Grêmio venceu ontem a Portuguesa no estádio Olímpico, em Porto Alegre, com um gol do zagueiro Rivarola no final do jogo.

Esse resultado leva a equipe gaúcha a 19 pontos no Brasileiro e mantém o time paulista com 17. O Grêmio começou o jogo tomando as iniciativas de ataque com um bom toque de bola. Mas a marcação forte da Portuguesa no meio-campo continha e neutralizava os atacantes adversários.

Utilizando Mauro Galvão como líbero, o Grêmio avançava seus laterais e insistia nas jogadas de linha de fundo. Mas as investidas das duas equipes no ataque não tinham objetividade. Foram poucos os chutes a gol no primeiro tempo. A melhor presença do Grêmio no meio-campo não garantiu superioridade no jogo.

No segundo tempo, a Portuguesa relaxou a marcação, e o Grêmio melhorou a produção ofensiva.
Aos 6min, Roger entrou na área paulista pela esquerda e chutou rasteiro. Clemer fez boa defesa. A maior agressividade do Grêmio permitiu também que a Portuguesa tivesse mais espaço para armar os contra-ataques.

Zinho, que no primeiro tempo tinha sido o principal responsável pela forte marcação da Portuguesa, foi o armador mais importante dos contra-ataques da equipe paulista no segundo tempo. Com a expulsão de Rodrigo, aos 23min, a Portuguesa começou a jogar mais recuada.

A pressão do Grêmio resultou no gol de cabeça feito por Rivarola aos 45min. (Folha de São Paulo, Léo Gerchmann)


Grêmio 1 x 0 Portuguesa


GRÊMIO: Danrlei; Arce (Marco Antônio), Rivarola, Adílson (Rogério), Mauro Galvão e Roger; Dinho, Goiano e Aílton; Paulo Nunes e Saulo
Técnico: Luiz Felipe Scolari

PORTUGUESA: Clemer; Carlos Roberto, Marcelo, Émerson e Zé Roberto; Capitão, Gallo, Caio e Zinho; Rodrigo Fabri e Nélson Bertolazzi (Alex Alves)
Técnico: Candinho

12ª Rodada - Primeira Fase
Data: 29 de setembro
Árbitro: Carlos Jaques Magno (PR)
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 11.364
Renda: R$ 102.761,00
Cartões Amarelos: Marco Antônio, Mauro Galvão, Adílson e Aílton (G); Zé Roberto, Carlos Roberto, Nélson Bertolazzi, Caio e Zinho (P)
Gol: Rivarola (G), 46 minutos (2° tempo)



quarta-feira, 25 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Botafogo 1 x 0 Grêmio (25/09/1996)


A partida foi definida pelo centroavante Sorato, que marcou pela primeira vez pelo time carioca. O Botafogo chegou a 15 pontos. O árbitro Márcio Rezende de Freitas teve atuação bastante contestada (Folha de São Paulo)

Ambos os times careceram de jogadores criativos no meio. Brilhou a estrela de Jair Pereira, que pôs Sorato para decidir a partida.

A partida contra o Botafogo, atrasada da primeira rodada, daria ao Grêmio a oportunidade de figurar entre os primeiros colocados. Mais uma vez a equipe relaxou depois de uma grande vitória. Com uma atuação medíocre, não ameaçou o Botafogo e foi castigado a 15 minutos do final da partida. 

O Grêmio pretendia subir na tabela no jogo de ontem à noite contra o Botafogo, mas acabou deixando o pequeno estádio Caio Martins, no Rio, com a segunda derrota no Campeonato Brasileiro. Perdeu de 1 a 0 e pouco fez para justificar um resultado melhor.

Com esse resultado, o time caiu para 9º lugar em aproveitamento, com um índice de 53%. Domingo, o Grêmio enfrenta a Portuguesa no estádio Olímpico.

Foi um jogo equilibrado, com as duas equipes disputando todas as bolas até mesmo nas zonas mal iluminadas do gramado. Ao contrário do que havia anunciado, o treinador Jair Pereira não foi para cima do Grêmio, optando por esperar atrás e depois tentar a jogada longa.

O Botafogo teve uma leve superioridade no primeiro tempo, mas não chegou a dar muito trabalho para Danrlei. Já o Grêmio teve um lance forte através de Arce, que exigiu uma grande defesa de Wagner numa cobrança de falta.

No soando tempo, o Grêmio conseguiu assumir o controle partida, empurrando o Botafogo para o seu campo e pressionando em busca do seu gol. Aí, faltou alguém para tentar a conclusão, Saulo, é verdade, foi prejudicado por cruzamentos mal executados, mas mesmo em lances mais favoráveis para si não foi eficiente.

Assim, só restava Paulo Nunes na frente, assessorado por algumas investidas de Emerson vindo de trás. Outro que voltou a não corresponder foi o meia Ailton, que lutou muito, mas pouco fez de útil para a equipe. Ele e Saulo acabaram sendo substituídos, mas tardiamente. Zé Alcino entrou aos 36 minutos, quando deveria ter sido substituído Saulo muito antes. Já Ailton saiu aos 43 minutos, entrando Rogério, que, evidentemente, nada poderia acrescentar àquela altura.

Diana da falta de qualidade do adversário, o Botafogo voltou a crescer em campo, Serato, que recém havia entrado para dar mais força ao ataque, marcou o gol da vitória aos 27 minutos, aparando cruzamento perfeito do ponta Mauricinho. Depois disso, o Botafogo recuou e garantiu a vitória sem maior esforço. (Correio do Povo)


Botafogo 1 x 0 Grêmio


BOTAFOGO: Wágner; Wílson Goiano, Wílson Gottardo, Grotto e Jéfferson; França, Otacílio, Marcelo Alves (Jairo Lenzi) e Cleiton (Sorato); Mauricinho e Túlio
Técnico: Jair Pereira

GRÊMIO: Danrlei; Arce (Marco Antônio), Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Dinho, João Antônio, Aílton e Émerson (Rogério); Paulo Nunes e Saulo (Zé Alcino)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

1ª Rodada (Jogo adiado) - Primeira Fase
Data: 25 de setembro de 1996, quarta-feira
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Local: Estádio Caio Martins, em Niterói
Público: 2.380 pagantes
Renda: R$ 23.800,00
Cartões Amarelos: Jéfferson (B); Émerson, Dinho, João Antônio, Roger e Arce (G)
Gol: Sorato (B), 27 minutos (2° tempo).




domingo, 22 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Internacional 1 x 2 Grêmio (22/09/1996)


Um clássico que entrou para a história em virtude do golaço de bicicleta de Paulo Nunes no início da partida.

Grêmio e Inter vinham tendo trajetórias parecidas na competição até aquele momento. O tricolor era o 11º colocado, com 13 pontos em 8 jogos. Já o co-irmão ocupava a 12º posição (12 pontos em 9 jogos).

Durante a semana Grenal, a direção colorada pediu (e levou) árbitro de fora do estado, reclamou da violência do time do Grêmio e da escolha dos bandeirinhas. No Olímpico, as atenções eram divididas com a estreia do clube na Supercopa, com uniforme novo, onde vencia por 3x1 e cedeu o empate em 3x3 para o Velez de Chilavert.

A Zero Hora tratou o jogo como a reedição do Grenal Farroupilha, disputado no mesmo 22 de setembro, em 1935. O Correio do Povo chamava a atenção para a possibilidade de se inverter a "gangorra".

O resultado final já é do conhecimento de todos. A partir dali, o Grêmio encaminhou sua classificação e a conquista do título do torneio. No Beira-Rio, Nelsinho Batista deixou o clube poucos dias depois, indo treinar o Corinthians.

Um detalhe pouco lembrado é que, ainda no primeiro tempo, Dinho foi bater um escanteio e levou uma pedrada no queixo (é possível ver o curativo em algumas das fotos).


Com Danrlei fazendo grandes defesas e com um excelente índice de aproveitamento nos chutes a gol, o Grémio venceu o Inter por 2 a 1, ontem à tarde, no Beira-Rio, no GreNal em que teve tudo para perder, O Inter foi melhor, mas caiu diante da frieza de seu adversário implacável como um assassino de aluguel.

Agora, o Grêmio segue firme no Brasileiro, enquanto o Inter praticamente se afasta da próxima fase.
A história do clássico, que proporcionou a maior renda da competição até o momento, começou com o gol magnifico de Paulo Nunes, logo aos 5 minutos, Arce cobrou escanteio da esquerda, a bola foi desviada e sobrou para o atacante, que bateu de bicicleta, surpreendendo André.

Com o gol, o Grémio assumiu o controle da partida. A partir dos 18 minutos, já com Luís Gustavo no lugar de Enciso, o Inter cresceu, equilibrando a disputa e pressionando em busca do empate. Aos 20, Leandro foi lançado, mas a arbitragem, equivocadamente, marcou impedimento. Aos 37, Danrlei fez sua primeira defesa, ao salvar num chute de Arilson. 


No segundo tempo, o Inter voltou ainda melhor. Aos 7, a recompensa, Murilo recebeu de Luís Gustavo e bateu forte na saída do goleiro. Aos 10 e aos 15, Danrlei salvou o time, em conclusões de Leandro e Marcelo. Quando o Inter pressionava. Dinho, batendo falta, marcou 2 a 1. Eram 21 minutos e o Grémio reassumia o controle do jogo. Nos minutos finais, o Inter foi para cima e só não marcou graças a Danrlei. (Correio do Povo)



"O goleiro André, ao comentar os gols sofridos, disse que no primeiro, marcado por Paulo Nunes, houve um desvio da bola no escanteio cobrado por Arce na esquerda. "A bola foi para o segundo pau e não deu tempo para eu chegar" (Renato Dornelles - Zero Hora - 23 de setembro de 1996)

"Paulo Nunes contou que, quando a bola chegou até ele, sentiu que o lance era seu, apesar de Adílson gritar, atrás: "Eu, eu, eu!"" Então saltou com os dois pés e atingiu a bola em cheio com o pé direito." (Zero Hora - 24 de setembro de 1996)

"Conversando com Jardel, pela Gaúcha, Paulo Nunes foi traído pela euforia e, por alguns segundos, esquece a elegância, garantindo que "o mais bonito mesmo, foi calar a boca da torcida do Inter" (Wianey Carlet - Zero Hora - 23 de setembro de 1996)

"Depois do jogo, em meio a festa no vestiário, Paulo Nunes conversou com outro craque, seu ex-companheiro de ataque Jardel. Via Rádio Gaúcha, o atacante do Porto brincou com o estilo dos gols de Paulo Nunes, segundo Jardel "de canela". "Aqui faço gol de tudo o que é jeito, até de bicicleta para calar a boca da torcida do Inter", ironizou o jogador gremista. Coisa de craque." (Eduardo Tessler - Zero Hora - 23 de setembro de 1996)

"Contido durante toda a semana, Luiz Carlos Silveira Martins desabafou fortemente após o clássico. "Violento é o chute do Dinho", ironizou o vice de futebol do Grêmio, referindo-se às queixas do Internacional quanto ao comportamento dos jogadores do Grêmio." (Correio do Povo - 23 de setembro de 1996)




Internacional 1 x 2 Grêmio


INTERNACIONAL: André, César Prates, Tonhão, Gamarra e Arílson; Fernando, Enciso (Luis Gustavo), Marcelo e Murilo (Yan); Fabiano (Fabinho) e Leandro.
Técnico: Nelsinho Batista

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Emerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (João Antônio) e Saulo (Zé Alcino).
Técnico: Luís Felipe Scolari

11ª Rodada - Primeira Fase - Campeonato Brasileiro 1996
Data: 22/09/96, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre - RS
Público: 47.172 (39.621 pagantes)
Renda: R$ 491.200,00
Juiz: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Auxiliares: Adriano Sajonc (RS) e José Carlos Oliveira (RS)
Cartão Amarelo: Leandro, Arílson, Adílson e Arce
Cartão Vermelho: Carlos Miguel
Gols: Paulo Nunes aos 5 do 1° tempo; Murilo aos 7 e Dinho aos 21 minutos do 2° tempo





domingo, 15 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Paraná 0 x 0 Grêmio (15/09/1996)


Foi uma partida difícil para o Grêmio. Ocupando as últimas colocações na tabela, o Paraná estava obrigado a vencer, o que só não ocorreu devido à má pontaria dos paranaenses. Nesta partida, o centroavante Afonso recebeu uma pancada que provocou uma fissura na tíbia. Por causa desta lesão, ele ficou 60 dias afastado da equipe.


Grêmio não pôde festejar os seus 93 anos, comemorados ontem, com uma vitória. Ainda que jogasse contra uma das piores equipes do Brasileirão, o time gaúcho empatou em 0 a 0 com o Paraná, no Estádio Dorival de Brito, em Curitiba. Com este resultado, o Grêmio soma agora 13 pontos ganhos em oito jogos e tem um aproveitamento de 54,2% na competição.

O primeiro tempo do jogo mostrou um equilíbrio nas ações de Paraná e Grêmio. Os dois times alternaram as jogadas de ataque, sem que, no entanto, tivessem um bom aproveitamento. Apesar de estar atuando frente a sua torcida c de precisar da vitória para melhorar sua classificação, o Paraná não chegou a exercer muita pressão sobre a defesa gremista.
A rigor, teve apenas dois momentos em que poderia colocar-se à frente no placar. O Grêmio, um pouco mais objetivo quando conseguia atacar, teve três chances de fazer o gol. Ainda assim. os zagueiros de ambos os times levaram vantagem sobre os atacantes na maioria dos lances.

No segundo tempo, o Paraná voltou a campo com mais disposição e nos primeiros 10 minutos procurou atacar o Grêmio incessantemente, tanto que teve duas chances de marcar. A equipe gaúcha optou por tentar surpreender o adversário nos contra-ataques, mas não teve sucesso. Diante da maior agressividade do Paraná, o técnico Luiz Felipe preferiu resguardar seus sistema defensivo.

Primeiro, tirou Afonso que saiu lesionado, e colocou o meia Emerson. Depois, substituiu Aílton por Arce. E. quase ao fim do jogo, ainda pôs Luciano no lugar de Carlos Miguel. A resignação gremista com o 0 x 0 acabou prevalecendo, já que o Paraná não teve forças para buscar a vitória nos minutos finais. (Zero Hora)



Paraná 0x0 Grêmio

PARANÁ: Régis; Márcio Goiano (Flávio), Marcão, Edinho Baiano e Bezerra (Soares); Sidnei, Paulo Miranda, Aritana (Ricardinho) e Claudinho; Mazinho Loyola e Silva
Técnico: Mário Juliato

GRÊMIO: Danrlei; Mauro Galvão, Rivarola e Adílson; Marco Antônio, João Antônio, Aílton (Arce), Carlos Miguel (Luciano) e Roger; Paulo Nunes e Zé Afonso (Émerson)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

10ª Rodada - Primeira Fase
Árbitro: Léo Feldman (RJ)
Local: Estádio Durival de Brito, em Curitiba
Público: 7.852;
Renda: R$ 62.470,00
Cartões Amarelos: Mazinho Loyola, Sidnei e Marcão (P); Adílson, Rivarola, Mauro Galvão e Marco Antônio (G)


domingo, 8 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Grêmio 5 x 0 Atlético-MG (08/09/1996)


O Grêmio dominou totalmente a partida, marcando com firmeza e executando com rapidez as jogadas de ataque. O Atlético praticamente não atacou. Escapou de ter levado mais gols. (Placar)

Foi o jogo da recuperação. Depois de quatro partidas consecutivas sem vitória, O Grêmio premiou o seu torcedor com uma atuação irretocável. Sem dar trégua aos defensores do Atlético-MG, Paulo Nunes e Afonso foram os grandes nomes da partida, sendo responsáveis pelos quatro dos cinco gols do jogo. (Arquivo Gremista)


O Grêmio dominou totalmente a partida naquele dia 8 de setembro de 1996, marcando com firmeza e executando com rapidez as jogadas de ataque. O Atlético praticamente não atacou. Escapou de ter levado mais gols. Saulo, Zé Afonso e Paulo Nunes marcaram no primeiro tempo. Na etapa final, Paulo Nunes e Zé Afonso anotaram mais uma vez  e confirmaram a goleada por 5 a 0. (Clic RBS)

 

Grêmio 5x0 Atletico MG

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio, Rivarola, Mauro Galvão e André Silva; Dinho (Luciano), Adílson, Aílton e Émerson; Paulo Nunes e Saulo (Zé Afonso)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
ATLÉTICO-MG: Taffarel; Dinho, Ronaldo, Rogério Pinheiro e Paulo Roberto Prestes (Cleiton); Gutemberg, Doriva, Escobar (Silva) e Fábio Augusto; Helbert e Renaldo (Leandro)
Técnico: Eduardo Amorim

9ª Rodada - Primeira Fase
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ)
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 5.218;
Renda: R$ 56.300,00
Cartões Amarelos: Rivarola, Marco Antônio e Dinho (G); Gutemberg, Rogério Pinheiro e Paulo Roberto Prestes (AM)
Cartão Vermelho: Ronaldo (AM)
Gols: Saulo (G), 3 minutos; Zé Afonso (G), 44 minutos; Paulo Nunes (G), 48 minutos (1° tempo); Zé Afonso (G), 28 minutos; Paulo Nunes (G), 37 minutos (2° tempo).



quarta-feira, 4 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Atlético-PR 3 x 1 Grêmio (04/09/1996)


Aproveitando os cruzamentos na área e a boa estatura de seus atacantes, o Atlético surpreendeu o Grêmio e fez três gols de cabeça. Os paranaenses tiveram o domínio do jogo. (Placar)

Empurrado pela sua torcida, o Atlético-PR envolveu o Grêmio e liquidou logo o jogo com três gols de cabeça. A partida ficou marcada pela péssima atuação do árbitro Marques Dias da Fonseca, que não marcou dois pênaltis para os gaúchos.(Arquivo Gremista)


Na segunda-feira, o atacante Paulo Rink mandou um aviso para o Grêmio: “Não marco há duas partidas e nunca fico mais do que três sem fazer o meu“. E não fica mesmo.

Bastaram 50 segundos de bola rolando ontem à noite, no Estádio Joaquim Américo, em Curitiba, para o atacante iniciar, com um bonito cabeceio, a vitória de 3 a 1 do Atlético-PR sobre o bicampeão gaúcho. Com a denota, o Grêmio perdeu a invencibilidade e baixou para a 14' colocação no Brasileirão. Não bastasse isto, deixou a sensação de que o time sentiu o impacto da pesquisa que o aponta como o mais violento na competição.

O gol logo no inicio desmantelou o esquema armado por Luiz Felipe para enfrentar a pressão do “Caldeirão do Diabo". Aliado ao barulho ensurdecedor da torcida, o l a O deixou a defesa gremista atordoada. O primeiro ataque do Grêmio ocorreu somente aos 16 minutos, quando Goiano interceptou um rebote do goleiro Ricardo Pinto na intermediária e, com o gol aberto, colocou a bola para fora.

O susto fez o Atlético recuar e ceder espaços generosos para o Grêmio. Insistindo nas jogadas pelo meio, o time gaúcho perdeu, com Aílton e Paulo Nunes, duas grandes chances diante de Ricardo Pinto. Aos 29 minutos, Ailton desperdiçou na pequena área um cruzamento de Saulo.

Como o Grêmio não aproveitou a cortesia, o Atlético-PR se encarregou de marcar. Aos 35 minutos, o lateral Alberto cruzou para Paulo Rink fazer 2 a O, outra vez de cabeça. As orientações de Luiz Felipe no intervalo desmoronaram aos dois minutos do reinicio de jogo. O lateral Alberto cruzou para o centroavante Oseias marcar sozinho de cabeça Desesperado, o Grêmio partiu desordenado para o ataque.

Para completar a desastrosa noite gremista, a equipe perdeu dois jogadores em menos de três minutos. Aos 22 finais, o lateral Roger cometeu falta sem bola em Paulo Rink e foi expulso. Pelo mesmo motivo, o meia Carlos Miguel levou cartão vermelho. Mas o árbitro não teve o mesmo rigor com o Atlético. Aos 35 minutos, o atacante Paulo Nunes descontou. Mas, já sem forças, se manteve na defesa. Com nove em o campo Grêmio ouviu os gritos de “olé" da fanática torcida atleticana. (Zero Hora)


Atletico PR 3x1 Grêmio


ATLÉTICO-PR: Ricardo Pinto (Ivan); Alberto, Jorge Luiz (Reginaldo), Andrei e Branco; Novak, Cléberton, Piekarski (Luís Carlos) e Jean Carlo; Paulo Rink e Oséas
Técnico: Evaristo de Macedo

GRÊMIO: Danrlei; André Vieira, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano (Émerson), Aílton (André Silva) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Saulo (Luciano)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

8ª Rodada - 1ªFase
Data: 4 de setembro de 1996
Local: Estádio da Baixada, em Curitiba
Público: 10.572;
Renda: R$ 111.260,00
Árbitro: Marques Dias Fonseca (GO)
Cartões Amarelos: Cléberton e Novak (AP); Paulo Nunes, Goiano e Dinho (G)
Cartões Vermelhos: Roger e Carlos Miguel (G)
Gols: Paulo Rink (AP), 52 segundos e 35 minutos (1° tempo); Oséas (AP), 2 minutos; Paulo Nunes (G), 35 minutos (2° tempo).


domingo, 1 de setembro de 1996

1ª Fase CB - Vasco 1 x 1 Grêmio (01/09/1996)


Jogo: O empate com o Vasco teve um sabor de derrota para o Grêmio. Com a expulsão de Borçato, aos 11 minutos do primeiro tempo, o Vasco perdeu força ofensiva, permitindo ao Grêmio tomar o controle da partida.O empate veio nos descontos, com Paulo Nunes.(Arquivo Gremista)

O JOGO: Apesar de atuar com um jogador a mais durante 80 minutos, o Grêmio não ousou e o Vasco viu facilitado seu trabalho de equilibrar a partida. (Placar)


Grêmio dominou, empurrou o Vasco para trás, mas acabou saindo de campo com a convicção de que teve muita sorte, ao arrancar um empate de 1 a 1 com o Vasco, ontem à tarde, no Estádio de São Januário, depois de sofrer um gol aos 40 minutos do segundo tempo. Apesar do resultado favorável, a equipe do técnico Luiz Felipe perdeu uma grande chance de conseguir três pontos fora de casa.

Os cariocas ficaram com um jogador a menos logo aos 11 minutos, depois que o estreante Borçato fez uma falta violenta em Carlos Miguel. O bicampeão gaúcho disputa na quarta-feira o seu terceiro jogo consecutivo fora de casa, contra o Atlético-PR, em Curitiba.

O Vasco preparou uma verdadeira festa para enfrentar o Grêmio. Antes do jogo as jogadoras do clube que serviram à Seleção Brasileira na Olimpíada foram homenageadas pela diretoria. Os 20 mil torcedores presentes (o público divulgado foi de 9.010) ao estádio foram ao delírio quando o folclórico massagista Santana saudou a todos vestindo um fraque branco e uma camiseta do clube. Mas bastou a bola rolar para o Grêmio acabar com a euforia dos cariocas. Nos primeiros 10 minutos, o domínio foi total dos gaúchos.

Quando o Vasco equilibrou, o volante Borçato - que segundo a imprensa carioca está na equipe apenas por ser amigo de Edmundo - foi expulso. Com um jogador a menos, o técnico Alcir Portela colocou o volante Sidnei no lugar do atacante Toninho. A mudança deixou Edmundo isolado entre os zagueiros do Grêmio. Apesar da inoperância do ataque adversário e da vantagem no meio-campo, & equipe de Luiz Felipe não tinha objetividade, exagerando nos toques laterais na intermediária.

A conversa com Luiz Felipe no intervalo alertou os jogadores. Aos dois minutos, Émerson perdeu uma grande chance de marcar, chutando, sozinho, para fora. Depois da entrada de Afonso no lugar do confuso Emerson, aos 15 minutos, os passes laterais foram trocados por cruzamentos para a área. Aos 40, o lateral Pimentel cansou de defender e puxou um contra ataque da sua defesa. Depois de tabelar com Macedo, encobriu o goleiro Danrlei, marcando um bonito gol.

Aos 48 minutos, quando tudo parecia perdido e os alto-falantes de São Januário gritavam que estava na hora de o árbitro terminar o jogo, o Grêmio chegou ao empate. Depois da cobrança de escanteio, o goleiro Caetano falhou, Adilson cabeceou na trave e Paulo Nunes, colocou para a rede, garantindo um resultado mais justo para a partida de São Januário.


Vasco da Gama 1x1 Grêmio


VASCO: Caetano; Pimentel, João Luiz, Alex e Cássio; Luisinho, Borçato, Juninho (Macedo) e Válber (Ranielli); Edmundo e Toninho (Sydnei)
Técnico: Alcir Portela

GRÊMIO: Danrlei; Aílton, Mauro Galvão, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Émerson (Zé Afonso) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Saulo (Rogério)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

7ª Rodada - 1ªFase
Árbitro: Oscar Roberto de Godói (SP)
Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro
Público: 9.010;
Renda: R$ 96.970,00
Cartões Amarelos: Sydnei (V); Aílton, Roger, Goiano, Mauro Galvão, Zé Afonso e Adílson (G)
Cartão Vermelho: Borçato (V)
Gols: Pimentel (V), 40 minutos; Paulo Nunes (G), 48 minutos (2° tempo).



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